Início Cobertura de Eventos Cobertura: Laguna Metal Fest 9 (Laguna/SC)

Cobertura: Laguna Metal Fest 9 (Laguna/SC)

Por diversos outros compromissos pessoais, ficamos sem membros oficiais para acompanhar o Laguna Metal Fest, um evento que admiramos e estamos sempre presentes. Porém, o lado bom do cenário são as amizades que criamos e por isso contamos com amigos que estiveram no evento, para enviar colaborações sobre o evento e nisso, apresentamos a primeira cobertura 100% colaborativa por amigos e leitores do site. Confira!

Mais um festival na vida, no entanto, este agora é um que me considero sócio, por prestigiar, por já ter participado como músico, por criar várias amizades legais convivendo com a galera que circula e faz acontecer este Festival.

Saímos de Criciúma de onde finalmente conseguimos levar a galera em uma van, já saímos com uma boa parte da responsabilidade de entusiasta de festivais realizada, é tão perto e temos que fortalecer sim. 

Gosto muito do local e da organização do evento, pois acho tudo muito atrativo, tanto que mesmo chovendo, o local se tornou atrativo para as pessoas ficaram mais próximas e prestigiarem frente a frente as bandas que estavam se apresentando no evento, há males que vêm para o bem! (Frank Rodriguez)

Foto: Vanessa Maestri

Phalme foi banda literalmente mais nova do evento, formada por adolescentes do Metal com faixa etária entre os 15 anos, tocam qualidade e demonstram serem promissores. A guitarrista Melissa, na qual tive a oportunidade de conversar depois é quase cirúrgica nos solos e sua qualidade é inexplicável. Na bateria o jovem Pedro Henrique sabe marcar os contras com perfeição e executa as faixas com pique de gente grande, muita maturidade musical e Alana Pereira vocalista e guitarrista canta muito bem, arrepia só de lembrar executando a faixa Breaking the Law do Judas Priest. Foi um dos pontos mais positivos do festival na minha opinião. (Alexandre Cardoso)

Noctus Arcanus achei bem ousada a proposta de começar com uma banda de Death/Black, mas com o visual obscuro e necessário de uma banda de Black, me chamou a atenção e fiquei curioso. Ambientação massa, riffs certeiros, peso perfeito, dosagem muito boa na atmosfera sombria. Me chamou também a atenção algumas levadas de riffs mais modernos mesclados ao bom Black Metal apresentado. Que presença de palco! (Frank Rodriguez)

Foto: Rodrigo Coringa

Dei uma volta na rua, uma respirada pois sabia que vinha pedrada com a Alkanza, é daquelas bandas que a gente acompanha faz um tempo, e mesmo sabendo que é bom, mas cada vez que vê um show, acha melhor ainda. Cada dia mais vejo evolução na execução, criação e exposição das músicas. Um Thrash agressivo, ríspido e sem dó. Fico muito feliz de terem voltado a tocar, eis que ficaram um tempo parados. A sonoridade estava perfeita, sincronizada e que tocou forte no coração deste thrasheiro. Mesmo se desconsiderasse o fato de ser amigo pessoal do Vocalista, a banda me chamaria muito a atenção.

Dei uma volta, socializei com vários amigos que não via a muito tempo e voltei para ver uma das apresentações que tinha mais expectativa em acompanhar, no entanto, esqueci que pegar uma peita com eles. A Zombie Cookbook é uma banda diferenciada, roupagem própria e característica, interação da banda com a plateia. As máscaras por si só já chamam a atenção, aí a sonoridade suja e agressiva, completam tudo, é sempre uma grata apresentação, cheia de agressividade e som sujo, pesado, denso e empolgante. Um ponto alto da música catarinense. (Frank Rodriguez)

A próxima banda é mais um daqueles casos de banda que não deveria acabar, uma lenda catarinense chamada Rhestus, Ver o Phantasma e a trupe em cima do palco me lembra das primeiras revistas de metal que eu tinha e achava animal ver uma banda catarinense despontando, é um show daqueles que todo fã de metal catarinense tem a obrigação de ver, acompanhar! É uma escola, os caras estavam simplesmente celebrando 30 anos com um repertório repleto de história e qualidade, de muito significado! (Frank Rodriguez)

Foto: Rodrigo Coringa

Falando de lenda catarinense encontro no palco a galera da terrinha executando o seu Black Metal pesado, ríspido, e que faz muito sentido! Malice Garden é uma banda que acompanho há muito tempo e sempre tive a felicidade de ser amigo dos integrantes, ajudar de alguma forma na história desta lendária banda que estava lançando no seu mais novo álbum. È sempre uma apresentação certeira de qualidade, peso e agressividade, sou suspeito mais não canso de elogiar esta banda. (Frank Rodriguez)

Foto: Waleska Damazio

Durante a viajem da nossa van as garotas vieram comentando e muito sobre a qualidade da Finita, uma banda que realmente não conhecia. Aí me foi uma grata surpresa, ótima execução, ótima roupagem, ótima ambientação, sombria. Achei ótimos arranjos, e uma vocalista de alcance impressionante alternando conforme a nuance necessária, dentre limpos e gutural, realmente o pessoal da van tinha razão. (Frank Rodriguez)

O show do Tandra foi sensacional. Os meninos são muito profissionais e conheço eles a bastante tempo, eles tem outros projetos no cenário e gosto de todos, pela questão de ser Folk animou muito os presentes. (Mayara Silva) / Eu nunca tinha visto o Tandra, no começo do show estava um pouco estranho o som, mas quando acertaram, tive uma experiência diferente pois a banda faz algo mais teatral no palco e envolve o público no show, um excelente show (Rodrigo Coringa)

Foto: Bruna Mulinari

A Syn Tz eu nunca tinha visto ao vivo, mas falaram sobre a formação nova e já tinha ouvido falar. Gostei muito, trazem um Heavy Tradicional que chama a atenção do público, mas a banda demonstra ser bem profissional no palco e isso conta bastante. (Mayara Silva) / Altas bandas, uma das que mais gostei apesar do pessoal estar cansado foi animal. Aquele heavyzão que engloba muita coisa junto e o pessoal gosta pra caramba, assim como eu curti a pegada bem clássica e forte, achei a nova formação muito boa. (Rodrigo Coringa)

Foto: Laura Porto Damiani

The Wickermen a banda que toca em homenagem a um dos maiorais da música, a gente acha que é fácil, só ir lá e executar Iron Maiden. Mas é a banda com a legião de fãs mais críticos que existem, baita responsa que a galera mata no peito e executa sempre com qualidade, passaram por várias fases do Iron, desde os primórdios até fases do vocalista Blaze. E aí entra a tarefa difícil, mas muito bem executada pelo vocalista, pois pega vários fases, várias dinâmicas de voz, Iron não é para qualquer um! (Frank Rodriguez)

Sempre acho a organização dos eventos da Agosto Negro Produções muito bem realizados, bem organizados e sempre uma ótima oportunidade de rever amigos. Gosto muito da preocupação com a qualidade das bebidas, som, e pontualidade das bandas é um dos grandes festivais que temos para ir e aproveitar. Uma das novidades é o foodtruck do Rota Art Gastro, que veio da Praia da Gamboa para ser mais um destaque do festival com seu rango.

As bebidas como sempre geladas e as boas promoções, o público mesmo em meio a chuva compareceu e representou, mostrando que mesmo em meio as dificuldades valoriza os bons e honestos produtores, como o que o Agosto Negro sempre fez por nós.

—–

Agradecimentos especiais da cobertura aos amigos e leitores, que sempre estão junto d’O SubSolo: Frank Rodriguez, Alexandre Cardoso, Mayara Silva, Rodrigo Coringa, Emile Borges, Walleska Damazio e a equipe do Agosto Negro principalmente ao casal Danniel Bala e Carina Meirelles;

Gremista, catarinense, gamer, cervejeiro e admirador incessante do Rock/Metal. Tem como filosofia de vida, que o menos é mais. Visando sempre a qualidade invés da quantidade. Criou o site 'O SubSolo" em 2015 sem meras pretensões se tornando um grande incentivador da cena. Prestes a surtar com a crise da meia idade, tem a atelofobia como seu maior inimigo e faz com que escrever e respirar o Rock/Metal seja sua válvula de escape.