Mesmo em uma plena terça feira a noite, o evento da Caveira velha produções, que trouxe Velho e Nargaroth á Curitiba, superou expectativas, se tratando de número de pessoas, que foi o suficiente pra encher o Basement Cultural.
Os portões da casa, foram pontuais e abriram as 19 horas, assim como a pontualidade da banda Velho, que começou as 20 horas. O show entregou tudo como sempre e não abriu concessões para momentos de monotonia e leveza.
Velho tem uma base de fãs consolidados e fieis, que sempre estão presentes nas apresentações e é umas das bandas mais respeitadas e prestigiadas no cenário do underground extremo nacional e faz por merecer: Tudo é da maneira mais primitiva possível, com raízes findadas no mais puro Old School, não abrindo concessões pro mainstream e não se corrompendo como uma banda de TikTok.
Caótico da maneira mais visceral possível, o show durou aproximadamente 40 minutos e contou com o seguinte Setlist:
.Retornando ao caos primevo
.Destruindo os mandamentos
.Newton misantropo
.Reunindo as matilhas
.Renascendo pelo ódio
.Perto dos portais da loucura
.Coma induzido
.A mesma velha história
.Cadáveres e arte
.Capela negra, círculo de fogo
.A marca invisível de Lucifer
.Satã, apareça!
.A nova onda ocultista
.O único caminho
.Mais um ano esfria
Fotos: Chris Alfredo
O headline da noite, Nargaroth, subiu aos palcos as 21:50 (o início estava previsto para as 21:30). A expectativa do público estava muito alta, pois além da banda ser muito conhecida e admirada na cena Underground Black Metal, já tinha mais de 10 anos desde a última passagem da banda pelo Brasil.
Nargaroth abre com uma de suas músicas mais conhecidas: Black Metal is Krieg, já dando uma prévia de que o show seria histórico.
O calor excessivo dentro da casa, se intensificou um pouco, principalmente na frente do palco, fazendo com que infelizmente eu não conseguisse ficar ali perto a partir da terceira música. Haviam muitas pessoas se queixando da sensação de abafamento, algumas até tendo que ficar do lado de fora para tomar um ar e não passar mal.
Como a casa não é muito grande, foi possível ter uma boa visão, mesmo mais longe do palco e também foi possível mensurar a empolgação e troca de energia do público com a banda que aconteceu durante todo o show, claramente de forma muito genuína por parte principalmente do vocalista Ash, que também conseguiu transmitir claramente, seu carinho pelo publico brasileiro.
A banda não teve baixista em sua apresentação e contou com 2 guitarras muito bem sincronizadas e técnicas. A música Sommer foi uma amostra da perfeição e destreza das cordas, o que sempre foi uma marca muito registrada do Nargaroth, que conta com solos, linhas muitas vezes melódicas e com timbres e notas mais agudas, fugindo algumas vezes dos tremolos e das palhetadas rápidas e abafadas, muito comum no Black metal.
Os clássicos como I Burn for you e Possessed by Fucking Black Metal entraram no setlist e foram um dos pontos altos do show, porém, o cover da música Dead Embyonic Cells do Sepultura, foi executado de forma sublime e surpreendente e levou o público ao êxtase total, fazendo com que esse show se torne memorável na história do Black Metal.
Como esperado, Seven Tears are Flowing to The River fecha o show com chave de ouro e emociona a todos. Com certeza foi um dos momentos mais bonitos e viscerais que já pude vivenciar em um show e ficará na minha memória pra sempre!
Setlist:
. intro – Sirens
. Black metal is krieg
. Erik, May you rape The Angels
. The agony of a dying Phoenix
. Sommer
. Love is a dog from Hell
. Metalheart
. Dead Embryonic cells – Sepultura
. I Burn for you
. Semper Fi
. Abschiedsbrief Des Prometheus
. Possessed by fucking Black Metal
. Seven tears are flowing to The River
Fotos: Chris Alfredo




























































































