O primeiro dia do festival John Smith Rock Frozen foi um sucesso, então a animação para o segundo e último dia do festival estava grande!
Foto da sessão de autógrafos com a banda LC Cowboys & Harlem Angels (Foto: Luciana Paltila):

Confira abaixo as bandas que tocaram no último dia do festival John Smith Rock Frozen na cidade de Jyväskylä (Finlândia) em 29 de novembro de 2025:
Crownshift | Finlândia
Crownshift é uma banda relativamente nova. O grupo deu as caras à cena do Metal em 2024, quando também lançou seu álbum de estreia. A banda conta com o ex-guitarrista do Children of Bodom e do Bodom After Midnight Daniel Freyberg (guitarra e backing vocal) e ainda traz Tommy Tuovinen (voz), Jukka Koskinen (baixo) e Heikki Saari (bateria).
Eu já havia escutado algumas vezes o álbum de estreia do Crownshift e achei-o muito bom. Som pesado, melodias cativantes, com uns riffs bem arrebatadores. No entanto, nunca tinha assistido antes à banda ao vivo. A banda inaugurou o palco principal no segundo dia do John Smith Rock Frozen e entrou com energia e empolgação. A área do festival não estava muito cheia ainda quando Tommy Tuovinen e companhia começaram as primeiras músicas, mas logo a audiência foi aumentando e também a animação do público. Além das músicas do seu primeiro álbum, o Crownshift também tocou o cover de Black Velvet (Alannah Myles) e fechou a apresentação com uma homenagem a Alexi Laiho, tocando Paint the Sky with Blood. Excelente apresentação!
Fotos: Luciana Paltila
Tuomi & Liekkala Duo | Finlândia
Tuomi & Liekkala Duo trata-se de uma dupla formada pelo cantor Ville Tuomi (Suburban Tribe, Kyyria, Raskasta Joulua e Leningrad Cowboys) e pelo guitarrista Teemu Liekkala (Rioghan, Duo Kaikkonen & Liekkala, Red Eleven e The weather feather). Quando a dupla subiu ao palco acústico do John Smith Rock Frozen, confesso que não sabia muito o que esperar, pois ao que parece a dupla é recente e apenas faz apresentações acústicas ao vivo. Quando iniciaram o show, Ville e Teemu tocaram um cover de Red Hot Chilli Peppers, Aeroplane, e então entendi que se tratava de uma dupla de covers. Aliás, covers com uma seleção musical muito interessante e digna de lotar e animar a área do palco acústico. O duo tocou ainda Would de Alice in Chains, Falling to Pieces de Faith No More, Angels de Robbie Williams e Breaking the Girl de Red Hot Chili Peppers. A simpatia de Ville Tuomi, aliada à sua voz bela e sexy (risos), e aliada ainda ao setlist da dupla, foi uma combinação perfeita!
Fotos: Luciana Paltila
Mustasch | Suécia
Liderado pelo cantor Ralf Gyllenhammar, o Mustasch subiu ao palco principal do John Smith Rock Frozen com ao menos 7 minutos de atraso (algo surpreendente, considerando a pontualidade acirrada nos shows de festivais por aqui). Mas o atraso não diminuiu a qualidade do show do Mustasch. A banda, formada em 1998, tocou músicas como I hunt alone e Black city, que animaram bem a plateia. Ralf Gyllenhammar foi bastante simpático, cumprimentando a plateia diversas vezes, fazendo piadas com o nome da cidade e saudando muitas vezes a “jaloviina”, uma popular bebida alcoólica destilada finlandesa. Além de ser agraciada com o bom som, a plateia ainda ganhou motivos pra dar umas boas risadas.
Fotos: Luciana Paltila
T. Jarva & The Dark Place | Finlândia
T. Jarva & The Dark Place é uma dupla que eu já estava há muito querendo assistir ao vivo. Para quem não lembra, T. Jarva, ou Tanelli Jarva, além de um famoso tatuador na Finlândia e ninguém mais, ninguém menos que o primeiro cantor da banda Sentenced e também ex-integrante de bandas como Impaled Nazarene e The Black League. Com sua voz profunda e marcante, T. Jarva subiu ao palco acompanhado de sua dupla Sami Hassinen (guitarra) e da banda de apoio. Aliás, que banda incrível! A apresentação inteira foi simplesmente impecável do início ao fim, deixando um gosto de “quero mais”. As músicas de T. Jarva & The Dark Place trazem influências de Nick Cave, Leonard Cohen e The Doors e, por serem acústicas também, combinaram perfeitamente com o estilo meio gótico e intimista do palco acústico do John Smith Rock Frozen.
No setlist, T. Jarva & The Dark Place apresentou músicas de seu álbum Post Festum (2024), como Bride of Jesus e Golden Girl, a qual, segundo discurso de Jarva, é uma canção sobre decepções amorosas do passado. A banda ainda entregou as duas músicas do recente single (lançado apenas um dia antes da apresentação!): Hades Children e Pompeii Dog.
Um destaque especial deve ser dado também para as três cantoras que fazem vocal de apoio: além de simpáticas, cada uma tem um vozerão de fazer um show à parte. Este foi um verdadeiro show de melancolia gótica: intenso e poderoso. E foi também, sem sombra de dúvidas, um dos melhores shows do festival para mim.
Fotos: Luciana Paltila
LC Cowboys & Harlem Angels | Finlândia
O LC Cowboys, antes Leningrad Cowboys, deve ser uma das bandas de Rock mais, digamos, excêntricas da Finlândia. Como a própria banda se descreve, este parece ser um grupo de outro planeta, armado com topetes altíssimos, sapatos pontudos e prontos para revolucionar o Rock’n’Roll. Mas na verdade, a banda não veio de outro planeta, mas sim de um filme, em 1989, do famoso diretor de cinema também finlandês Aki Kaurismäki (o filme chama-se “Leningrad Cowboys Go America” ou, em português, “Cowboys de Leningrado Vão Para a América”).
Conhecida especialmente por seus shows ao vivo animados, pulsantes e pomposos, a banda fez muito sucesso nos anos 90 e 2000 e estava parada já há vários anos. Em 2025, o grupo fez um retorno acompanhado do coro de apoio The Harlem Angels.
Ao subirem ao palco principal do John Smith Rock Frozen, a banda, composta de muitos membros, iniciou uma verdadeira festa, levando muitos espectadores a dançarem e cantarem juntos, covers de músicas como Santa Claus is Coming to Town e Those Were the Days (Mary Hopkin). O encerramento do show com Rockin’ in the Free World (Neil Young) foi a cereja do bolo! A banda ainda participou de uma sessão de autógrafos após o show e atraiu muita gente querendo tirar fotos com os topetudos.
Fotos: Luciana Paltila
Michael Monroe | Finlândia
Michael Monroe é um famoso cantor e compositor finlandês conhecido mundialmente por seu trabalho como vocalista da banda de Glam Punk Hanoi Rocks. Monroe subiu ao palco acústico do John Smith Rock Festival e encontrou uma plateia já completamente lotada. A popularidade do artista ficou evidente desde os primeiros acordes, com o público cantando e dançando ao som de suas músicas, especialmente durante Ballad of the Lower East Side, um dos momentos mais vibrantes do show.
Além de cantar, Michael Monroe mostrou sua versatilidade musical ao tocar gaita e violão, reforçando seu talento multifacetado. Ele também apresentou o cover de Everybody Knows (Leonard Cohen) uma performance envolvente. Embora tenha interagido pouco verbalmente com a plateia, seu carisma transparecia no sorriso constante e na entrega vocal segura, deixando claro por que continua sendo uma figura tão querida e respeitada no Rock.
Fotos: Luciana Paltila
Amorphis | Finlândia
O Amorphis subiu ao palco do John Smith Rock Frozen como banda headliner do último dia, atraindo um grande público para o encerramento do festival. Abrindo o show com a música Bones, a banda já demonstrou sua energia desde os primeiros acordes, envolvendo imediatamente a plateia. Esta foi a terceira vez que assisti ao Amorphis ao vivo e, mesmo não sendo inicialmente a maior fã da banda, minha admiração por eles só cresce a cada apresentação que assisto. Clássicos do grupo como House of Sleep renderam um coro massivo e emocionante.
O setlist do Amorphis esteve bastante focado em seu lançamento mais recente, o álbum Borderland, que, por sinal, é maravilhoso e funciona muito bem ao vivo. As músicas do novo disco se integraram com naturalidade aos clássicos da banda, mostrando uma fase madura e coesa do grupo. O palco também contou com uma cenografia interessante e um trabalho de luzes muito bem elaborado (embora não muito favorável aos fotógrafos… *risos*), que ajudou a transformar a apresentação em um verdadeiro espetáculo visual e sonoro. O Amorphis entregou uma performance poderosa e segura, provando por que foi a escolha perfeita para fechar o evento.
Fotos: Luciana Paltila
































































































































