O SC Winter Metal Fest abre suas portas pela primeira vez ao meio-dia de um chuvoso e frio 15 de agosto de 2026. Pouco a pouco, as excursões e bandas iam chegando, abraços e gritos animados eram escutados pelo inicialmente vazio galpão, onde os expositores iam se instalando. Estandes de camisetas, lembranças, anéis, CDs, artigos de couro, estúdios de tatuagens, bancas de material de bandas e até peças em impressão 3D estavam presentes na entrada do enorme espaço onde as bandas fariam suas apresentações. Todos muito bem recebidos na entrada, que separava as doações para o abrigo Anjos de Quatro Patas, que faz um lindo trabalho, abrigando 160 cães. Solidariedade também faz parte da cultura do Metal, apesar do preconceito que sofremos.

Os bares, lanchonetes e sanitários funcionaram muito bem, com qualidade e excelência do primeiro ao último minuto, atendendo todos rapidamente, com espaço para montagem de barracas e estacionamento. Tivemos até um casal que, corajosamente, ajudou a desatolar os carros que passaram pelo infortúnio de estacionar sobre a lama.

O palco, bem ao fundo, tinha um tamanho bom, com técnicos muito atentos e atenciosos, os grandes responsáveis pela qualidade do som para o público e para as bandas, que tocaram pontualmente em seus horários.

Alkila | Thrash/Death Metal | Laguna/SC

Formada em Laguna no ano de 2001, a Alkila sobe ao palco pontualmente às 14h, com seu Thrash/Death recheado de influências diversas e que enriquecem o som do quinteto. Logo nas primeiras músicas, a banda consegue atrair a atenção dos presentes, que logo se aproximaram do palco para curtir o começo dos trabalhos da noite.

A Alkila conta com diversos músicos experientes e talentosos, o que fica nítido na tranquilidade com que tocam seus instrumentos, sem parar nenhum momento, agitando suas cabeças e provocando o público a fazer o mesmo, mantendo a tradição dos grandes medalhões do Thrash Metal clássico.

Ashes of this world e Systematic Murder, do EP Ashes of this world, caíram como um par de confortáveis luvas em seu set, agitando o público que começava a abrir as primeiras rodas do festival.

Para finalizar, durante a execução de Church of Ignorance, o comunicativo vocalista Erik Quinsler convocou um Wall of Death (quando o público se divide em dois blocos para iniciar uma roda tal qual dois exércitos medievais) e, ao seu comando, iniciou um dos momentos mais divertidos da apresentação, culminando no ápice da apresentação, que, felizmente, não deixou ninguém ferido.

A Alkila é uma interessante peça do Underground de SC e merece toda atenção. Sigam nas plataformas e fiquem atentos aos seus próximos lançamentos, que, com certeza, trarão diversos materiais de qualidade.

Fotos: Greice Flores

Inpurge | Groove Metal | Florianópolis/SC

Muito se fala em representatividade na cena, mas ações concretas pouco se veem. Quem conhece a história que essa banda vem construindo talvez entenda 1% da correria, dificuldades e trabalho que essas meninas passaram pra estar naquele palco, tocando aquelas músicas com garra e qualidade incríveis. A Inpurge vem se destacando por ser, infelizmente, uma das poucas bandas da região 100% feminina, mas, para além disso, apresentam um Groove Metal muito interessante. Elas mesclam influências de estilos mais extremos, como Black Metal e Death Metal, com bandas dos anos 2000, de instrumental cadenciado, de pressão e peso. Pressão mesmo, pois a equipe teve que prender o bumbo, que insistia em ir pra frente com a força das pancadas da baterista Rafaela Mainchen.

Esse é o terceiro show que acompanho delas, e a evolução é constante, apesar de já estar em alto nível desde o primeiro. É impossível não se deixar levar pelo peso e qualidade do baixo das meninas, uma hora a cargo de Jacyara Bosse, e, num segundo momento, tocado pela Isadora Stefano.

Outro grande destaque é a vocalista Larissa Meurer, que apresenta linhas vocais extremamente poderosas e expressivas, que coroam as letras de protesto e enaltecimento à resistência feminina e à exploração da natureza. Larissa ainda brilha na faixa Unburnable, em especial no discurso muito contundente contra o patriarcado, levantando não somente o público feminino, mas também toda e qualquer pessoa com consciência presente no evento.

Durante a última pausa na pancadaria, ainda somos lembrados da importância de adquirir materiais da banda e do quanto isso sustenta cada uma delas. Ouçam as meninas, elas realmente sabem do que estão falando. E, de volta ao som, Drowned, uma das minhas favoritas da Inpurge, faz com que todas as cabeças se movam, pois é impossível ficar parado durante aquele espetacular breakdown.

Que venham muitas apresentações da Inpurge, e que os olhares de apreciação femininos que eu presenciei naquela noite se transformem em mais bandas, mais musicistas, deixando nossa cena não apenas representativa, mas igualitária como merece. Parabéns, meninas, vocês são incríveis e necessárias!

Fotos: Greice Flores

Deadnation | Death Metal | Tubarão/SC

A Deadnation já é uma das mais importantes bandas de Death Metal da nossa cena catarinense e, a julgar pelo que vimos nessa apresentação, está mais do que pronta para alçar novos, e talvez internacionais, voos.

Começar pelas já clássicas pancadarias Sade’s Eyes e Bloodspill, do álbum de estreia Fallowing the Path of Death, é um massacre aos pescoços alheios, mas muito importante para nos preparar para a mais recente Burned Alive, já composta com o atual vocalista Willian Bernardo (volto a falar dele mais pra frente, porque, sério, esse cara merece um parágrafo inteiro!). A música perdeu seu início com a fala sobre “queimar um filho da puta”, mas é entendível que a banda queira deixar o show mais corrido, sem piedade de nada e ninguém.

Importante ressaltar aqui a nova formação, que segurou o show com perfeição e tranquilidade, e, dada a complexidade e velocidade do som da banda, é um feito admirável. Agora contando com uma dupla de guitarras Flying V distorcidas tal qual serras elétricas, com o clássico pedal HM2. A banda recrutou para a guitarra Luiz Quaresma (Sádico Infesto) e baixo Lucas Gatti (guitarrista da Alkila), que não só tocou muito bem, como trouxe uma sonoridade mais pesada e agressiva ao som do quarteto, além de parecer demais com outro importante rock star do cenário de Metal nacional. Eventos como esse sempre nos deixam felizes e empolgados com o futuro do Underground catarinense, pois encontrar músicos habilidosos e dispostos a aprender nove músicas extremamente difíceis, meter a cara a tapa no palco de um evento enorme como o SC Winter Metal Fest e ainda, literalmente, dar show como esses caras fizeram, é sinal de que as coisas estão melhorando, e a união realmente existe.

O vocalista Willian Bernardo parecia ainda mais solto e empolgado do que em shows anteriores. Usando e abusando de diversas técnicas de gutural, screams e distorções incríveis, Willian dá uma verdadeira aula de vocais extremos, presença de palco e carisma. E, apesar de já conhecer o trabalho do músico de longa data, fui bastante impactado pela nova Blood Maelstrom, onde ele apresenta alguns vocais quase limpos e, ao mesmo tempo, alguns dos guturais mais brutais do show inteiro. Sensacional.

Trata-se de uma banda extremamente profissional, que se entrega completamente em nome de um espetáculo do que eles chamam de Chainsaw Death Metal. Vale demais a pena conferir o trabalho dos caras no Spotify, mas fique sabendo que você só terá a experiência completa ao assistir, no palco, ao massacre sonoro perpetrado por esses excelentes músicos.

Fotos: Greice Flores

Rise Behavior | Death Metal Melódico | Blumenau/SC

A Rise Behavior é um quinteto de Death Metal Melódico de Blumenau/SC, formada em 2019, e fez uma das apresentações mais contundentes do evento, com um show muito bem ensaiado, profissionalismo e cara de banda grande que não está aqui pra brincadeira.

Com influências de bandas como At the Gates e In Flames, a Rise Behavior começou seu set com a intro Sand Storm, para logo seguir para a pancadaria com Prince of Mankind, que tem um belo trabalho de teclado de Juliano Schaf. Aliás, o teclado tem um papel fundamental no som da banda, com bastante destaque em praticamente todas as músicas.

Outros destaques do setlist da banda são Raging Seas, que conta com um belo solo de guitarra de Alessandro Kotlinsky, e The extintion.

A banda se apresenta de forma extremamente profissional, com músicos excelentes e extremamente técnicos. Os vocais de Ranieri Bertoldi são graves e cavernosos, dando uma camada a mais de peso ao som melódico da banda, que toca em afinação bem baixa. Músicas rápidas e empolgantes fizeram abrir diversas rodas, dando um ar de caos ao trabalhado som dos Blumenauenses.

Além de suas ótimas músicas, ainda fizeram dois covers, Martyr, do Septicflesh, e uma versão pesadíssima de Powerslave, do Iron Maiden. Ao fim do show, a faixa Wreckage Serenity deu o tom de despedida de um dos momentos mais brutais e técnicos do evento. Showzasso!

Fotos: Greice Flores

Lacrima Mortis | Doom/Death Metal | Blumenau/SC

Contrastando com a velocidade da banda anterior, o Lacrima Mortis entregou um som pesado, denso e lento, com temáticas tristes e depressivas, um visual incrível e uma atmosfera de um cortejo funeral.

Vindo de Blumenau, o quinteto de Doom/Death formado em 2016 impressiona logo de cara pelas vestimentas. As pesadas túnicas com adereços de cordas lembrando forcas e máscaras pretas cobrindo inteiramente o rosto combinam perfeitamente com o vocal grave e bruto de Dread.

Outro detalhe interessante é o efeito das guitarras. Enquanto uma usa uma bastante distorção, a outra toca quase limpa, o que dá uma sonoridade muito distinta e cria uma ambientação atmosférica única, e uma sonoridade ímpar. É difícil não se deixar contagiar com a melancolia da atmosfera criada naquele palco “tingido de vermelho” pelas luzes da equipe técnica. A música nos leva de arrasto a pensamentos sombrios e lembranças mórbidas. E fica difícil acreditar que algo ali é casual.

Para os amantes do estilo, a Lacrima Mortis é um excelente representante do Doom. E, para os não iniciados, talvez uma perfeita porta de entrada. Mas cuidado, os caras te levam junto, quer você queira ou não!

Fotos: Greice Flores

Volkmort | Doom/Death Metal | Timbó/SC

Pesado como o tema sugere, o Volkmort chega quase pondo o palco abaixo, com Presságio do Apocalipse, longa e trabalhada faixa do EP The Begining of the end, de 2013.

É muito interessante observar como a banda insere alguns momentos de velocidade maior no seu Doom/Death, o que deixa o som mais legal e demonstra bastante da versatilidade de seu baterista Sepulchral, um dos grandes destaques da banda, mandando bem em todos os momentos. Com músicas bem distintas entre si, chama atenção também o trabalho do guitarrista Necro Aborrence, que traz riffs sólidos e solos interessantes.

Outra observação que não pode passar despercebida sobre o quarteto de Timbó é sobre o visual. O palco, inundado de fumaça, deixou os integrantes quase como sombras em vermelho e azul, impossibilitando que enxergássemos seus rostos, mas apenas silhuetas. Percebe-se que é uma banda que se importa realmente com a apresentação, pois, além do estilo condizente com seus trajes, o vocalista cantava em um pedestal cravejado de ossos, e com uma caveira em seu topo. Caveira essa que foi retirada em um momento, quase como se fôssemos abençoados, ou amaldiçoados, pela morte em pessoa.

Finalizando o show com From Glory do Abyss e Triumphus Mortis, ficamos com a sensação de o quão é legal não apenas ver bons músicos tocando suas canções, mas realmente interessados em dar um espetáculo e fazer diferente.

Fotos: Greice Flores

Voorish | Black Metal | Florianópolis/SC

A Voorish é outra banda que passou por uma reformulação e, no caso deles, ainda mais extrema. Não apenas a formação foi alterada, mas as músicas e sonoridade, e até um pouco do visual também estão diferentes.

Agora com o vocalista Devil From Chaos assumindo também a guitarra, a Voorish tem seu som mais cru e direto, perfeito pra bater cabeça. Engana-se quem pensa que a nova formação ainda está se acertando, pois o que vimos foi uma apresentação muito coesa, tocando muito bem e perfeitamente ensaiada. Além disso, Devil From Chaos apresenta timbres de guitarra perfeitos, bem equalizados e que combinam muito com as músicas novas. Perfeição de som que não fica apenas na guitarra, mas se estende pra toda a banda, que foi uma das mais bem equalizadas, com volumes e timbragens que em alguns momentos pareciam saídos de um disco de vinil.

Completam o time a cozinha formada por Wag (bateria) e Volac (baixo). A dupla toca em perfeita sincronia, adicionando peso e muita segurança, base pra que o Black Metal clássico, misantropo e satanista da Voorish.

O que não foi novidade, mas foi muito comemorado pelos fãs da banda, foi a participação de Willan Bernardo da Deadnation na música Dark Ages. Bernardo e Devil From Chaos sobrepuseram vocais de diferentes tons, criando momentos de insanidade e tensão que somente o Black Metal é capaz. Agradeço muito à banda que, em sua resiliência, soube manter essa tradição.

Tivemos a oportunidade de presenciar um momento crucial e histórico pra Voorish, visto que essa reestreia aconteceu em um evento que tem tudo pra se firmar entre os grandes do calendário metálico de Santa Catarina. E os caras não decepcionaram. O agora trio de Black Metal traz um som sem frescuras, sobras ou faltas em nenhum momento. Total agressividade e desprezo pela humanidade em cinquenta minutos de música pesada e violenta como tem que ser. Vida longa à nova Voorish!

Fotos: Greice Flores

Helllight | Doom Metal | São Paulo/SP

Uma das mais aguardadas atrações da noite, o Helllight subiu no palco sob forte expectativa de quem ansiava ver o show de uma banda que levanta a bandeira do Doom Metal há três décadas. Spoiler: os caras cumpriram com todas as expectativas com sobra.

Apresentando timbres de guitarra e baixo de qualidade incrível, a sonoridade lenta e atmosférica do trio é coroada por vocais diversos, hora graves e guturais, hora limpos, belos e emocionantes. Talvez venha daí o próprio nome da banda, que indica o caminho da luz e/ou do inferno.

Outro destaque da banda é o baterista, que, além de segurar o ritmo cadenciado pra mensagem sombria do Helllight, ainda divide a brutalidade dos vocais em diversos momentos, criando momentos épicos. Essa combinação fica ainda mais épica, somada ao ótimo uso do VS, permitindo orquestrações e partes sinfônicas de arrepiar.

É impossível falar dessa banda sem comentar dos solos de guitarra de Fábio de Paula. Cada solo possui uma forte identidade do músico mais longevo do grupo e parece contar uma história dentro da história, com seu começo, meio e fim bem delimitados e estruturados. Além, é claro, de uma técnica e expressividade dignas dos grandes nomes das seis, no caso sete, cordas.

É possível identificar diversas influências na banda. As mais óbvias sendo Candlemass ou My Dying Bride. As mais distantes, Black Sabbath e Bathory. Porém, é mais interessante ressaltar a influência que o grupo causa na cena Underground no estilo, ajudando a pavimentar o caminho para novas bandas num estilo que já é nichado dentro do nicho, e, a julgar pela apresentação dessa noite, ainda teremos muitos ecos do seu trabalho reverberando Brasil afora.

Fotos: Greice Flores

Darkken | Death Metal Melódico | Balneário Camboriú/SC

Apesar de se tratar de uma banda relativamente nova, a Darkken vem chamando atenção graças ao seu Death Metal Melódico muito bem tocado e bastante diversificado, o que ficou bastante claro em sua catártica apresentação nessa primeira edição do SC Winter Festival.

Após a bela e sinistra introdução, somos surpreendidos por Candlelight, que possui diversos solos, onde Darlan Jeremis cria uma atmosfera interessante e complexa. Misturados às bases da música de forma natural, ele cria uma intricada peça de extremo bom gosto. Seu cartão de visitas é esse, mas a noite reservava outras surpresas.

Na sequência, a banda executa, na íntegra, as quatro faixas de sua demo intitulada The torturing of Evisceration, com uma pegada um pouco mais Old School, e fazendo com que se abrisse a primeira, apesar de tímida, roda do show. O breakdown de Glorian In Tenebris é matador e pega todo mundo sem pedir licença.

Os vocais de João Weidgenant são bastante variados, indo do gutural ao scream na mesma frase. Além dele, o ótimo baixista Lucas Garcia tem um vocal extremamente potente, que casa muito bem em cada uma de suas intervenções.

Apesar de todos os músicos serem de altíssimo nível, o baterista Fábio Napoli é o grande destaque da banda. Fábio alia técnica, precisão, pegada e performance de forma a lembrar o saudoso Joey Jordison, do Slipknot, com certeza uma de suas maiores referências.

Fechando com Dominion, talvez a melhor e mais extrema da apresentação, a banda se despede, deixando a todos com a sensação de quero mais. Fiquem de olho nessa banda, pois, além de já ser um dos grandes nomes da cena de Balneário Camboriú, com certeza ainda ouviremos falar muito dela.

Fotos: Greice Flores

The Torment | Raw Black Metal | Lages/SC

Aqui nós temos o momento em que separamos os grandes músicos, de coração e sobreviventes do Underground. The Torment fechou a noite, se apresentando no formato de duo, e não se intimidou em nenhum momento pelo público pequeno que restou no galpão do SC Winter, trazendo cada um pra perto do palco, olhando no olho e nos desafiando com uma presença intimidadora e carismática ao mesmo tempo, segurando todos até o final.

Com o auxílio de VS (trilhas pré-gravadas de outros instrumentos), a horda é formada por Wanderzalaam (vocais) e Lord Mayhem (bateria). E é difícil explicar em palavras como apenas duas pessoas conseguem fazer um som tão desgraçadamente violento e sinistro, o legítimo Raw Black Metal, feito em Lages/SC e com mais de 20 anos de história.

Lord Mayhem é o que podemos chamar de “um reloginho”, tocando com precisão e criatividade ímpares. Lembrando que tudo isso é feito sobre uma trilha, sem perder o tempo em nenhum momento. Sensacional!

Agora o vocalista é realmente um show à parte, aquele tipo de músico do qual é difícil perder a atenção. Wanderzalaam gritava “vamos lá, demônios e demônias”, e berrava suas músicas como se tivesse três cantando junto. Quem conhece a cena e a correria do Underground sabe quando se trata de um guerreiro incansável, e esse é não somente o caso, mas um agitador das artes ocultas do Metal Negro. E, como se não bastasse, conseguiu espaço entre toda a desgraceira de petardos como Hermit e The tale of the azure jay, para dedicar Iron Raven para sua esposa, um pequeno momento fofo entre uma apresentação brutal e visceral.

Indico pessoalmente o show da horda The Torment a todos os fãs de música feita com o coração, independente de serem ou não entusiastas do estilo dos caras. Verdadeiros guerreiros do Metal que não deixam de se apresentar no seu melhor mesmo com situação adversa, público cansado, chuva… Nada para a The Torment, que continue assim!

Fotos: Greice Flores

Conclusão

Finalizado mais um evento incrível, excursões indo embora, acampamentos sendo desmontados e bandas recolhendo seus equipamentos e membros desgarrados pelo grande galpão do SC Winter Metal Fest. Ainda teremos o domingo pra curar as ressacas e hematomas da noite, lavar as roupas sujas de barro e postar as fotos e vídeos captados durante a noite. Acredito que, com o passar dos anos, essa noite entrará pra história como sendo apenas o começo de um legado de eventos comparável aos grandes de Santa Catarina e do Brasil. Quem estava lá sempre poderá dizer com orgulho que participou do começo de tudo, viu diversas bandas de altíssima qualidade e curtiu com os amigos, um final de semana inesquecível.

No que depender do O SubSolo, essas histórias continuarão sendo contadas com muito coração e garra por pessoas que amam isso. Gaspar, nos vemos em 2027.