O Storm of the Century VI, realizado em Laguna, em Novembro, escreve mais um capítulo da história longa de Danniel Bala e equipe do Agosto Negro Produções, sendo uma das referências da música independente e extrema do sul do Brasil.
Pela primeira vez em um evento, passamos por um dos nossos maiores obstáculos, tivemos problema com nosso equipamento de fotografia que resultou em não conseguirmos registrar o evento todo como sempre fizemos e fica de aprendizado para não acontecer novamente, prometemos.
Como sempre, um cast repleto de várias vertentes desde tributo a bandas Black Sabbath e Misfits, tivemos Death Metal, Black Metal, Metal e até Hardcore, isso alimenta ainda mais a fama do Agosto Negro de sempre diversificar seu cast, algo que já é símbolo de seus eventos.
Sem mais delongas, confira nossa cobertura da melhor forma que conseguimos nessa edição.
Brazilian Psycho | Tributo Misfits | Criciúma/SC
O festival Storm of the Century começou com o pé direito, ou melhor, com o impacto certo, graças à banda cover de The Misfits, que teve a honra de abrir o evento na calorosa tarde de sábado. A primeira apresentação do dia conseguiu capturar a essência Punk/Horror-Punk da icônica banda americana, mergulhando o público em uma atmosfera sombria e energética logo nos primeiros acordes.
Mesmo sob o sol escaldante, os músicos não economizaram na intensidade: guitarras cortantes, vocais raivosos e bateria estrondosa deram vida aos clássicos que todo fã de Misfits conhece e adora. A performance mostrou não apenas respeito pelo material original, mas também uma pegada própria que manteve a plateia animada e interativa.
Foi uma abertura marcante, a banda manteve a intensidade do começo ao fim, entregando uma performance que foi ao mesmo tempo fiel aos clássicos e cheia de personalidade própria, estabelecendo o tom para o restante do festival. Quem chegou cedo teve a sorte de testemunhar o poder de uma banda que, apesar de cover, consegue transmitir o mesmo carisma que consagraram os Misfits como lenda do Punk.
Texto: Karla Sweden
Chatterboxes | Hard Rock | Porto Alegre/RS
Chatterboxes ofereceu uma das apresentações mais intensas da programação: a banda subiu ao palco e entregou um show vigoroso, marcado por energia contagiante, técnica afiada e uma conexão genuína com o público. Com uma performance coesa e carregada de atitude, o grupo mostrou domínio de palco e entrosamento, conquistando de imediato quem acompanhava o festival. Entre riffs potentes e vocais cheios de personalidade, o repertório da banda reforçou sua identidade dentro da cena underground, misturando peso, melodia e uma entrega emocional rara.
Além da performance impecável, a Chatterboxes fez questão de reservar um momento especial para agradecer à organização do Storm of the Century pelo suporte oferecido e ao público presente, que respondeu com entusiasmo e apoio do início ao fim. O gesto reforçou o espírito colaborativo que permeia o evento e destacou o respeito mútuo entre artistas, produção e fãs.
O show da Chatterboxes mais uma vez consolidou o nome da banda como uma das forças ascendentes do cenário alternativo, também evidenciou o quanto o Storm of the Century se firma como um espaço essencial para a valorização e o fortalecimento da música independente.
Texto: Karla Sweden
Necrocify | Death Metal | Florianópolis/SC
Necrocify foi uma das primeiras bandas a se apresentar na tarde de sábado, no Storm of The Century VI. A banda, em formato de trio, começou seu show com poucas pessoas assistindo, mas em questão de segundos, encheu o salão e conseguiu prender a atenção do público com seu som de qualidade e precisão.
A Necrocify faz um Death Metal veloz, agressivo e cru, com algumas passagens de Blackened, com riffs bem executados, bateria bem marcada e vocal ácido. A banda é composta por integrantes da também conhecida Cujo, que é uma banda bem conhecida e respeitada na cena extrema local, trazendo ainda mais credibilidade e confiança ao público.
O show, com 10 músicas tocadas de forma precisa e brutal, arrancou elogios do público, que curtiu cada segundo do espetáculo, do início ao fim. Necrocify com toda certeza foi uma revelação e um dos melhores shows desta edição do Storm Of The Century.
Set list: Trevas (intro), Satanic nuclear War, War,hell on Earth, Black legions invasions, Napalm Dreams, Ritual Master, Desprezo, Endless carnage, Nightmare with open eyes, Mais um ano esfria
Texto: Luana Ouriques
Rise Behavior | Death Metal Melódico | Blumenau/SC
Rise Behavior entrega um show devastador e cheio de personalidade no Storm of the Century, em Laguna. A banda de Blumenau (SC), fez jus à reputação e protagonizou um dos shows mais comentados deste festival.
Com uma sonoridade que combina o peso do Death Metal Melódico a solos inspirados de guitarra e sintetizador, a banda mostrou que técnica e carisma podem caminhar lado a lado. A estreia no sul do estado veio acompanhada de uma preparação digna de quem leva o Metal a sério, e com bom humor. De casacos extras para enfrentar o frio característico do “absoluto nada” catarinense a doses de chopp de abóbora no esquenta, o quinteto chegou confiante, bem-humorado e pronto para entregar uma apresentação brutal. “A gente sabia que ia sair cansado e dolorido, mas viemos preparados, Dorflex incluso”, brincou um dos integrantes, reforçando o espírito leve e a camaradagem que marcam o grupo.
O show começou com uma intro atmosférica, reproduzindo o som de ondas, mar e trovões, criando o clima perfeito para a abertura com o tema: Raging Seas, faixa que ecoou pelo festival como manifesto sonoro. A presença de palco do vocalista Ranieri Bertoldi foi um show à parte, energia pura, carisma e uma entrega que incendiou o público. Na sequência, o guitarrista Alessandro Kotlinsky mostrou sintonia e técnica apurada, alternando entre passagens melódicas e riffs demolidores. O baixista Eduardo Alves e o baterista Robson Pontes sustentaram a base rítmica com precisão cirúrgica, mantendo o peso constante e a dinâmica pulsante que define o som da Rise Behavior.
Entre os destaques do setlist, Shinning Blade, minha preferida, se firmou como o ponto alto da apresentação, uma faixa intensa e épica, marcada por variações de ritmo e solos inspirados, que traduzem bem o DNA criativo da banda. O encerramento veio em grande estilo, com Martyr, cover poderoso do Septicflesh, que rendeu excelentes comentários entre o público e consolidou a apresentação como uma das mais impactantes do evento. Antes de se despedir, a banda ainda apresentou a faixa Wreckage Serenity, última música do disco de estreia A Path To Obliteration (2024), uma peça instrumental em violão, de atmosfera melancólica e contemplativa, que serviu como o respiro perfeito após a tempestade sonora.
Em meio a elogios à estrutura oferecida por Bala, descrita como “uma das melhores que já tocamos”, a Rise Behavior demonstrou maturidade e entusiasmo, mostrando-se confiante na nova fase criativa que começa a desenvolver. Com espírito jovem e a solidez de músicos experientes, o grupo provou no Storm of the Century que o Metal catarinense segue vivo, e autêntico.
Formação: Ranieri Bertoldi (voz), Alessandro Kotlinsky (guitarra), Juliano Scharf (teclado), Eduardo Alves (baixo), Robson Pontes (bateria)
Texto: Karla Sweden
Sepulcro | Death Metal | Florianópolis/SC
O show da Sepulcro, como sempre, entregou tudo! A banda é sempre uma das atrações mais esperadas nos festivais que participa e no “Storm of The Century” não foi diferente. Sepulcro iniciou o show com a minha favorita que é a Post Morten Dreams e mostrou que a banda está cada vez mais madura e técnica. O seu Old School Death Metal, extremamente cadenciado, pesado e cavernoso, manteve o púbico aquecido pro mosh durante toda a apresentação.
Logo no início do show, houve um problema técnico com a bateria, mas que em poucos minutos foi resolvido, não afetando em nada a apresentação. A banda incluiu sua mais nova faixa no show, chamada Licking Pig Butts, que eu achei sensacional. Na música Cut, tivemos a participação de uma figura muito querida e conhecida na cena local, o Gregor (Cujo/ Necrocify), que mandou muito bem no vocal e carisma.
Vale ressaltar, que a Sepulcro é uma banda relativamente nova, composta por músicos da nova geração, que são extremamente talentosos e que está cada vez mais conquistando seu espaço e se tornando importante na cena extrema catarinense, se mantendo presente e ativos na maioria dos festivais locais!
Setlist: Post-Mortem Dreams, reed of Pain, Licking Pig Butts, Carnivores, Cut (participação Gregor), Predators Evisceration, Napalm Third-Degree Burn
Texto: Luana Ouriques
Stone Wizards | Stoner Metal | Balneário Camboriú/SC
Um dos momentos mais marcantes do Storm of the Century, em Laguna, foi a apresentação arrebatadora da Stone Wizards. Fiel às suas raízes no Stoner Rock e Heavy Metal setentista, a banda entregou um show de pura energia e magnetismo, fazendo o público mergulhar em uma viagem densa e envolvente. Desde o primeiro acorde, ficou claro que a Stone Wizards domina completamente o palco. O trio exibiu entrosamento e confiança, alternando entre passagens hipnóticas e momentos de peso que arrancaram aplausos entusiasmados da plateia.
O setlist trouxe faixas já conhecidas do público, como Desert Spell, Cosmic Trip e Ride the Stone, além de uma nova composição que promete integrar o próximo lançamento da banda. Cada música foi muito bem recebida, com o público respondendo em coro e acompanhando cada riff carregado de fuzz. Visualmente, o show também se destacou: luzes e uma atmosfera densa reforçaram o clima psicodélico que marca a identidade da Stone Wizards. Em vários momentos, a plateia se deixou levar pelo groove, balançando a cabeça cheias de energia, o tipo de sintonia que define o espírito do Storm of the Century.
Entre uma música e outra, o vocalista fez questão de agradecer à organização do festival pelo suporte impecável e ao público que compareceu em peso, mesmo sob o calor intenso. A gratidão e a conexão foram recíprocas. Com um som poderoso, presença marcante e uma entrega visceral, a Stone Wizards reafirmou seu posto como uma das bandas mais sólidas e inspiradas do cenário underground do sul do Brasil, deixando em Laguna seu rastro.
Texto: Karla Sweden
Malice Garden | Black Metal | Criciúma/SC
A Malice Garden é uma banda que recebe muitas oportunidades, e claro, luta bastante por isso desde seus primórdios. Banda de Death Black Metal de Criciúma, é formada por Spok, John, Vogel e Henrique Chá. Uma das bandas mais antigas da região, passou por algumas trocas de membros recentemente, e isso claramente afetou seu desempenho em palco, como o próprio vocalista Spok comentou de forma bem sincera.
Texto: Maykon Kjellin
Deadnation | Death Metal | Tubarão/SC
Um dos shows mais esperados da noite, a Deadnation entrou no palco já demostrando que o entrosamento da banda só cresce. É a quarta vez que os vejo em ação, e sem sombra de dúvida, a melhor. Trazendo seu poderoso e pesado Chainsaw Death Metal, a nação dos mortos se apresenta como uma parede sonora, com duas guitarras em afinação extremamente baixa, em total acordo com o vocal gutural de William Bernardo, que demonstra extremo controle de graves e agudos, uma verdadeira aula do professor de canto extremo (sim, ele de fato dá aulas).
Oriunda de Tubarão/SC, a Deadnation traz um som extremamente influenciado pelo Death Metal europeu tem um som de guitarra muito peculiar e clássico de bandas como Dismember e Bloodbath, fazendo uso do famoso pedal de guitarra Hm2, o serra elétrica da Boss. A dupla é muito bem ensaiada, e dá um show a parte, destilando riffs enérgicos e melódicos na medida certa pra empolgar as rodas que não paravam um minuto.
Destaque para a recém lançada Burned Alive, a primeira com o novo vocalista. Logo após uma já clássica fala sobre “queimar um filho da puta”, abriu-se uma violenta (porém muito divertida) roda. A Deadnation é uma das grandes bandas de Death Metal do estado, e deve lançar material com o “novo” vocalista em breve, fiquemos atentos.
Texto: Gregor Holmes
Worst | Hardcore | São Paulo/SP
A Worst é uma banda paulista formada por Thiago Monstrinho no vocal, Cesar Covero na guitarra, Adriano Vilela no baixo e João Limeira na bateria. A banda trouxe para Laguna o puro ódio musical que já é marca registrada do som deles. Nessa apresentação, vieram divulgando o novo álbum: Flesh, e simplesmente colocaram o Clube de Campo abaixo.
Abriram o show com Inatingível, e o público já começou o quebra-pau. Na sequência vieram Desenterrado e Enterrado. Mas Transbordando Ódio e a finalização com Sem Dó foram os auges. Em Sem Dó, Thiago mandou abrir um corredor, dando um fechero na virada da música. Uma verdadeira máquina de moer gente. O novo baterista mostrou a que veio, encaixando perfeitamente na proposta agressiva da banda. A presença de palco de Thiago Monstrinho faz jus ao nome. O cara respira ódio em cima do palco e tem uma conexão direta com o público, dividindo o microfone para a galera cantar junto e mantendo a energia extrema o tempo todo. Cesar Covero também teve sua participação nas falas ao longo do show, além de destruir nos riffs carregados que mostram uma mão pesada na palheta, simplesmente insano.
No meio do show rolou um dos momentos mais marcantes da noite. Thiago puxou um discurso: “fuck nazis”, deixando claro o posicionamento da banda contra os neonazistas que tentam se infiltrar na cena. Ele também falou sobre como não se deve confiar em nenhum político, criticando qualquer forma de poder e reforçando que a banda não compactua com autoridade nenhuma, o público gritou junto. O show da Worst tem uma energia inexplicável, daquelas que até quem não é amante de Hardcore acaba se deixando levar, não tem quem se aguente quieto. O Worst fez um show extremamente violento e pesado, nos melhores sentidos das palavras.
Texto: João Kock
Psycho Decadence | Blackened Deathcore | Esteio/RS
Uma das apresentações mais singulares dessa sexta edição do Storm of the Century, foi com certeza a da banda Pshycho Decadence. Formada em 2020 na cidade de Esteio/RS, o quinteto apresenta um Deathcore com influências de Black Metal, bastante claras na primeira música do show, Driedwomb. Além da complexa sonoridade, a banda possui uma presença de palco hipnotizante, com pinturas corporais, vestimentas bem pensadas e um som de guitarra matador.
O vocalista Pedro Moutinho é um show a parte, indo de uma técnica para outra com uma facilidade invejável, lembrando Will Ramos, do Lorna Shore. Pedro causou uma certa confusão na cabeça dos não letrados em no estilo, visto que a aparência “normal”, com camiseta de botão e descalço, contrastava com o vocal extremo e violentíssimo. Outro destaque da banda, o baterista Gabriel Martens, tem uma pegada forte e precisa, com blast beats em velocidades altíssimas com uma facilidade espantosa. Dizem que uma banda boa começa pelo baterista, e nisso a Psycho Decadence está bem servida.
Além de todas essas qualidades individuais, a banda como um todo tem sua própria cara, e traz bastante expressividade, nos levando junto em uma viagem astral, através de passagens melódicas, experimentais e até progressivas. Tudo isso sem deixar de soar extremo, com breakdowns pesados e contagiantes.
A última música, And the Flames Wept, começa com um dedilhado a lá Opeth, mas é somente fachada, visto que a desgraceira que se sucede é o suficiente pra derrubar qualquer um. Grande banda, que voltem sempre que possível!
Texto: Gregor Holmes
Trovoada de Soco | Tributo Black Sabbath | SC
Menos de 4 meses após darmos adeus ao Black Sabbath e a Ozzy Osbourne, nos despedimos do festival com uma bela homenagem à banda mais importante para os fãs de Metal. A banda de Lages, Trovoada de Soco, apresenta um tributo ao quarteto de Birmingham recheado de clássicos, lados B e ainda algumas surpresas interessantes.
A banda inicia seu set com a clássica Black Sabbath, do autointitulado primeiro álbum. Há quem diga que essa música é o pontapé inicial de tudo que viria a ser Metal, dentre todos os gêneros e subgêneros. N.I.B., Iron Man, Paranoid, Children of the Grave, War Pigs e muitos outros clássicos seguem sendo executados com extrema perfeição e profissionalismo por parte dos quatro músicos, que não demonstram nenhum cansaço ou desmotivação, apesar do público um pouco diminuto.
É impossível não destacar o trabalho do vocalista Mateus Candia, que, além de uma afinação perfeita, se movimentava com extrema animação e carisma, dançando e brincando ao mesmo tempo em que se comunicava com o público e com seus colegas de banda. O vocalista ainda surpreendeu a todos com algumas técnicas mais pesadas de voz enquanto cantava Symptom of the Universe, em uma versão mais próxima à do Sepultura.
Mas o ouro do show mesmo apareceu quase às duas da manhã, quando a banda nos fez tirar forças sabe-se lá de onde para cantar juntos faixas que ninguém imaginava ouvir, como Hole in the Sky, Never Say Die, Sweet Leaf e A National Acrobat. Grande presença no festival, a Trovoada de Soco finalizou (sem duplo sentido) o evento com muita energia e, de forma bastante emocionante, homenageou esses músicos que fizeram parte da nossa vida de forma tão positiva e ainda conseguiram nos pegar de surpresa com um show bastante imprevisível para uma banda cover. Nas palavras do Black Sabbath em Sabbath Bloody Sabbath, “ninguém vai te derrubar”. Que a Trovoada de Soco siga assim, firme, inabalável e eterna no coração dos fãs do Heavy Metal.
Texto: Gregor Holmes
ANÁLISE TÉCNICA
Estrutura: Sempre contando com a equipe de sonorização, estrutura e tudo mais da Bravado Sonorização, o resultado não poderia ter sido outro: tudo simplesmente mágico e organizado. Tudo perfeito e equipe pontual na hora de resolver qualquer coisa fora de alinhamento.
Som e Luz: Tudo de forma impecável, a única coisa que sentimos falta foi o som mecânico ser para o lado de fora na troca das bandas, como foi no Laguna Metal, que foi muito elogiado inclusive, pois dá maior tranquilidade para as trocas de bandas e o público acompanha enquanto pega um ar do excelente visual do Clube de Campo.
Horários: Os horários foram respeitados, como qualquer evento sempre há alguns entraves e problemas técnicos, mas a excelente equipe do Bravado dá conta de deixar tudo perfeito.
Cast: Mais uma vez, a produtora apostou em nomes que já passaram recentemente por outros eventos, porém, acrescentou nomes que se destacaram em outras edições, isso é importante. Um rodízio de bandas, aumenta a oportunidade para artistas e público: as bandas de terem a excelente oportunidade de vir até um novo local e o público por ter maior a facilidade de ver bandas novas o mais próximo.
Bar e Cozinha: Como sempre, os preços são acessíveis e toda cerveja é muito gelada. Como opção, os chopps do Bender são robustos que como já mencionamos outras vezes, combina muito com um festival de Metal, sendo um grande atrativo.
Concluindo, o Storm of the Century VI reafirmou sua posição como um dos principais festivais de música extrema e independente do sul do Brasil, entregando excelentes shows. Cada banda presente contribuiu de maneira única para o evento: desde a Brazilian Psycho, passando pela precisão cirúrgica da Necrocify, pelo carisma e melodia da Rise Behavior, até o peso esmagador da Worst e a experiência psicodélica da Stone Wizards, todos os momentos foram cuidadosamente estruturados para criar um fluxo contínuo de emoção e impacto para o público.
Além do já mencionado, o festival destacou o espírito de comunidade que permeia a cena independente: a interação entre público e músicos, a dedicação da organização e o entusiasmo formaram uma rede de energia que contagiou todos os presentes. Momentos de constante empolgação, rodas de mosh, cantos coletivos e agradecimentos mútuos mostraram que o Storm of the Century vai muito além de um palco.
Fotos Publico: Chris Alfredo | Erica Schuhmacher (4 aninhos)




































































































