Nesse feriado do dia 01 de maio, o mês já começou da melhor forma: sexta-feira, folga do trabalho, salário na conta e show de Hardcore perto de casa. Melhor que isso, só se eu estivesse acompanhada da minha parceira Karla, a qual não pôde comparecer e fez falta. Não teve o nosso tradicional esquenta pré-show no bar então, ao invés disso, virei uma lata de Monster Ultra antes de entrar no Basement Cultural, para aguentar o tranco. Pareceu uma boa ideia na hora mas depois me rendeu algumas horas de insônia rs
Com o Stick to Your Guns subindo primeiro ao palco do Basement, eles abriram o show tocando Diamond, uma música que começa lenta, desenvolve e explode ao entrar o vocal do Jesse Barnett. Jesse não perdeu tempo ao manifestar a posição política dele e da banda, declarando apoio ao MST e entendimento da dívida histórica que a América do Norte tem com a América Latina, sempre se aproveitando dos nossos recursos e não devolvendo nada em troca. Completou o discurso falando que juntos somos mais fortes contra a opressão do governo e em seguida anunciou What Choice Did You Give Us?, com um pedido: “I wanna see this entire place two stepping, let’s gooooooo!”. Eles pareciam super animados e os pulos sincronizados com os riffs em cima do palco eram constantes. O ponto alto da setlist, creio que tenha sido Amber e Against Them All na sequência, que proporcionaram de tudo um pouco: coro em únissono, two step, stage dive, mosh e crowd surf. Saí com a canela doendo. Mas foi divertido haha
Após o STYG se apresentar, fui tomar um ar na parte de fora do Basement e acabei fazendo amizade com a Maria, que estava de passagem pela cidade para curtir o show do Bane. Uma querida, salve Maria! 🙂 Conversamos, preparei meu equipamento para o próximo show e peguei um chopp para tomar enquanto esperava
Às 22h, a Bane entrou sacudindo de novo a casa para o segundo round, com 10 músicas na setlist e muita simpatia. Assim que o show começou, com Swan Song, a galera instantaneamente parecia estar vindo em ondas para a frente do palco, ninguém conseguia ficar parado, nem mesmo se quisesse. Era nítido o quanto eles estavam ansiosos para ver a banda. Aliás, achei que o som deles representa muito bem o Hardcore Punk, mantendo presente as raízes Punk da bateria mais rápida e crua, o que trouxe um equilíbrio bem interessante afinal, mesmo o evento sendo protagonizado por duas bandas do mesmo gênero musical, o STYG é um tanto mais melódico. Entre uma música e outra, o Aaron Bedard, vocalista do Bane, trocava ideia com o público como se estivesse entre amigos. Comentou sobre ter sentido falta de uma banda local abrindo o show em Curitiba, falou da importância das conexões que a gente cria nesse meio da música e fez vários agradecimentos sinceros ao longo da apresentação.
Faz pelo menos uns 12 anos que eu escuto Stick to Your Guns e eles sempre foram muito importantes pra mim. As letras carregam muita força e mensagem de resistência, já me ajudaram em vários momentos difíceis, inclusive no atual. Então, ver a banda de perto e ainda poder produzir material através do credenciamento, viabilizado pela Tedesco Mídia, Solid Music e a Desgosto Discos, foi bem emocionante, não vou mentir. Já a Bane eu não conhecia tão a fundo mas sabia do peso dos caras na história do Hardcore. Foi uma honra assistir ao show deles, que além de tudo, foi muito divertido. Trouxe aquela sensação boa de estar entre amigos, porque no fim das contas, o Hardcore é isso: amizade, respeito, posicionamento e sentimentos sinceros. STYG e Bane, mesmo com a chuva e o frio que não passava dos 15°C, conseguiram fazer o nosso querido porãozinho pegar fogo.












































































































































































