Fechando o mês de setembro, os mascarados de Iowa lançaram The End, So Far, sétimo disco da carreira do Slipknot que sucede o irregular We Are Not Your Kind de 2019. E mesmo sendo odiado por uma parcela razoável do público, o grupo consegue um ótimo engajamento em cada lançamento e arrasta grandes audiências por onde passa (não à toa o sucesso do festival Knotfest, que em breve estreará em terras brasileiras).

E após o vazamento do novo disco há poucos dias atrás, o novo trabalho do Slipknot já está disponível nas plataformas digitais. Mesmo antes de estrear, polêmicas em torno do álbum foram surgindo e declarações do guitarrista Jim Root a respeito do trabalho só conseguiram deixar uma aura duvidosa a pairar…

Primeiramente uma teoria foi criada a partir do título da obra. Em tradução literal The End, So Far significa “O Fim, Até Aqui” levando muitos a apostar em um desfecho da história dos mascarados.  Situação essa, que se agravou ainda mais quando Jim Root, em uma entrevista recente para o Music Radar, relatou certo descontentamento e participação quase nula no processo de criação do trabalho, ressaltando ainda, que o fato do grupo ter conseguido conceber o disco lançado hoje, fora algo que o surpreendera.

“Você pode fazer um plano e planejar o quanto quiser, mas o grande relógio acima da sua cabeça e o orçamento da gravadora, e todas essas coisas — o estúdio em que estávamos e a programação disso… há muitos fatores que estavam contra nós para fazer este álbum, tanto que estou surpreso que fomos capazes de terminá-lo.

E agora estamos demorando tanto para lançá-lo em comparação com o tempo que levamos para gravá-lo! É tipo, se levou tanto tempo para lançá-lo, poderíamos ter demorado com pré-produção e, na minha opinião, lançar um produto melhor. E isso não quer dizer que estamos desapontados com o que estamos lançando; é onde estamos, é o que conseguimos fazer, dadas as circunstâncias e as coisas com as quais tivemos que trabalhar.

Mas é como os filmes. Os diretores dizem constantemente que eles nunca terminam um filme, eles apenas os abandonam! Eu sinto que, mais do que qualquer coisa com esse álbum, tivemos que abandoná-lo e seguir em frente. E [o percussionista Shawn ‘Clown’ Crahan] disse: ‘Não é um disco! Não é um disco do Slipknot! Ainda estamos em turnê com We Are Not Your Kind, nessa turnê, e a propósito, aqui estão algumas músicas…’. Bem, você pode dizer isso, mas estamos lançando uma porra de um disco e para os fãs esta é a porra de um disco do Slipknot. Não importa o que você diga, é isso que é.”

Polêmicas à parte, o vocalista Corey Taylor durante uma apresentação do Slipknot no festival Hills Of Rock em Plovdiv, Bulgária, fez questão de afanar os tais rumores:

“Vou dizer uma coisa, alguns de vocês podem ter ouvido a notícia de que o Slipknot tem um novo álbum saindo muito, muito em breve. O nome desse álbum é ‘The End, So Far’.

E para aqueles pregadores do dia do juízo final que acham que o Slipknot vai se separar, não é o caso. Isso simplesmente representa o fim de um momento e o começo do resto de nossas vidas. Vocês entendem o que estou dizendo?” 

Se esse disco marcará a derrocada da banda, só o tempo irá dizer. Enquanto isso você pode ouvir o novo disco e tirar as suas próprias conclusões. Para este que vos escreve, existe sim um desgaste na sonoridade do grupo e a repetição exaustiva de uma fórmula criada pela banda desde All Hope Is Gone de 2008.

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Nascido no interior de São Paulo, jornalista e antigo vocalista da Sacramentia. Autor do livro O Teatro Mágico - O Tudo É Uma Coisa Só. Fanático por biografias e colecionismo.