O segundo dia de festival Tuska trouxe a Helsinque bandas como Bad Omens, P.O.D., The Plot in You, Trivium, e mais.
Depois de uma sexta-feira cheia de metal, mas com poucas horas de sono, chegar cedo ao Tuska não parecia uma das tarefas mais fáceis, não. Mas ao contrário da sexta, o sábado amanheceu com um dia de sol e calor para se celebrar (convenhamos que o verão finlandês não é lá uma Brastemp, especialmente para uma carioca, então quando o calor chega, temos que aproveitar *risos*). Já há alguns anos que o sábado de Tuska coincide também com o Helsinki Pride, o maior desfile anual LGBTQIA+ da Finlândia.
O Helsinki Pride é sempre um evento lindo, colorido, festivo e, por que não dizer, um bom aquecimento para o festival de metal. Aliás, muitos metaleiros também fazem o pré-Tuska por lá. Então lá fomos antes do Tuska!
PS: Não leu ainda a cobertura do primeiro dia de Tuska Festival? Clique aqui para ler.
Melrose Avenue (Austrália)
Diretamente da Austrália, o Melrose Avenue abriu o sábado com um show cheio de energia no palco Radio City. Mesmo tocando cedo, a banda encontrou uma tenda lotada e um público disposto a cantar e pular do começo ao fim.
Um dos momentos mais marcantes foi a participação de Lee Jennings (The Funeral Portrait) em “Cemetery Friends”, colaboração lançada pouco antes do festival. Com um metalcore moderno e pegada emo na medida certa para quem é fã do estilo, a apresentação deixou claro por que a banda já tem retorno marcado para a Finlândia no próximo ano.
Fotos: Michelle Koukkula
Hokka (Finlândia)
O novo projeto de Joel Hokka, ex-vocalista do Blind Channel, mostrou que tem identidade própria. Hokka aposta em um rock sombrio e teatral, diferentemente da sua banda anterior. Mas é claro que o cantor não iria deixar de surfar num dos sucessos do Blind Channel, e cantou “Dark Side” (Blind Channel). A banda de Hokka impressionou pela qualidade dos músicos, especialmente o baterista Jimi Aslak.
Fotos: Michelle Koukkula
The Plot In You (Estados Unidos)
Uma das atrações mais aguardadas do metalcore moderno, The Plot In You entregou um show intenso e carregado de emoção. O vocalista Landon Tewers impressionou com sua performance poderosa, alternando vocais agressivos e momentos mais melódicos.
O repertório destacou músicas recentes como “You Get One”, “Divide”, “Left Behind”, além dos sucessos “Closure” e “FEEL NOTHING”, que fizeram o público cantar em coro.
Fotos: Michelle Koukkula
Dogma
Chamando a atenção pelas roupas de freiras sombrias, maquiagem carregada e produção de palco caprichada, o Dogma certamente sabe criar impacto visual. A banda, formada apenas por mulheres, esbanja carisma e uma presença de palco bem teatral. Musicalmente, o impacto da banda é ok. Dogma fez uma apresentação interessante, sem, na minha opinião, enormes destaques. A cover de “Like a Prayer”, de Madonna, foi, no entanto, um momento bem divertido do show.
Fotos: Luciana Paltila
The Funeral Portrait (Estados Unidos)
Chegamos à metade do show do The Funeral Portrait devido ao conflito de horários com o Dogma, mas o que assistimos foi suficiente para perceber uma apresentação intensa e cativante. Misturando teatralidade e muito peso, The Funeral Portrait conquistou bem o público no palco Nordic Energy. Entre os destaques do setlist estiveram “Voodoo Doll”, com participação de Jonne Nikkilä, e o encerramento em grande estilo com “Dark Thoughts” e “Suffocate City”.
Fotos: Luciana Paltila
P.O.D. (Estados Unidos)
Levante a mão quem lembra dos sucessos do P.O.D. nos anos 2000! (*risos*) Lenda do nu metal, o P.O.D. mostrou que continua em ótima forma. O show começou com o clássico “Boom”, passeou por músicas novas do álbum Veritas e ainda surpreendeu com uma versão pesada de “Don’t Let Me Down”, dos Beatles (sim, Beatles! *espanto*).
Logo depois veio “Satellite”, um clássico que despertou a nostalgia de quem, como eu, viveu a época dos downloads de MP3 muito antes do streaming. O encerramento com “Afraid to Die” e “Alive” colocou um ponto final em uma das apresentações mais empolgantes do dia.
Fotos: Michelle Koukkula
Rivers of Nihil (Estados Unidos)
Conversando com algumas presentes no Tuska, percebemos que para algumas o Rivers of Nihil fez um dos melhores shows de todo o Tuska. A banda combinou death metal técnico e brutal com passagens atmosféricas, incluindo os marcantes solos de saxofone de Patrick Corona.
Os vocais de Adam Biggs e a performance impecável da banda elevaram ainda mais o nível da apresentação. O encerramento com “Water & Time”, “House of Light” e “Where Owls Know My Name” foi mesmo impecável!
Fotos: Michelle Koukkula
Trivium (Estados Unidos)
O aguardado retorno do Trivium aos palcos finlandeses foi recebido com bastante entusiasmo. A banda alternou clássicos e músicas mais recentes com naturalidade, enquanto o simpático Matt Heafy (voz e guitarra) divertia o público ao arriscar diversas palavras em finlandês.
O encerramento com “In Waves” transformou a frente do palco principal em um verdadeiro mar de pessoas pulando, no que foi um dos grandes shows do sábado.
Fotos: Michelle Koukkula
Bad Omens (Estados Unidos)
Depois de cancelar sua participação no Tuska em 2024, o Bad Omens finalmente estreou no festival diante de uma multidão. Mesmo não sendo uma banda que agrade a todos os públicos, ficou evidente a enorme base de fãs que lotou o palco principal.
Entre os destaques esteve “Dying to Love”, um dos momentos mais marcantes do repertório, já que essa é uma daquelas canções que grudam na cabeça, goste você ou não (*risos*). Vale mencionar que a banda restringiu o acesso de fotógrafos durante a apresentação (aff…), autorizando apenas profissionais selecionados pela própria produção, por isso não há cobertura fotográfica do show.






























































































