Início Destaque Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #188

Topfive: cinco bandas para ouvir neste final de semana #188

Leitoras e leitores, há muito que não dou as caras por estes vales. E, nesta edição do Topfive, venho acompanhado.
Acompanhado por ninguém menos que o capitão Long John Silver, vocalista da banda Isla de la Muerte, que nos trouxe 4 sugestões para o play desse findi.
Então, peguem seus canecos e aumentem o som, porque lá vem rock!

01) King Fuzzylla – Alternativo/Stoner Rock – Blumenau/SC

O vizinho grite à vontade, porque o volume eu não vou baixar. O som da King Fuzzylla é “brabo” demais!
O trio blumenauense formado por André Nuhrich, Felipe Costa e João Morastoni nos propicia uma experiência fantástica com seu Stoner Rock classudo e super atual.
Seu instrumental é fluido e dançante, com a pegada do clássico Rock and Roll, e seu vocal adoravelmente ácido (que em muitas vezes me fez lembrar do Sr. Jack White), casam perfeitamente. Nada se sobressai, tudo funciona perfeitamente nesta simbiose que o trio criou ao longo de 3 anos de trabalho. Sem falar da mixagem que é extremamente profissional.

Suas composições são um reflexo atual do mundo em que vivemos, e ao ouvir os singles 12 Horas e Graça Não, viajamos em referências a ponto de dar a volta ao mundo nelas (The Black Keyes, The White Stripes, Queens of the Stone Age, Blue Öyster Culte e por ai vai).
Essa é a King Fuzzylla, letras contundentes, riffs pesados e muita atitude, como manda o bom e velho Rock and Roll.
Por: Long John Silver

02) Captain Cornelius – Irish Punk/Folk Metal – Rio do Sul/SC

Ahoy Mandriões, diretamente dos bares de Rio do Sul, para dominar todos os bares, pubs e cortiços do Brasil, eis que lhes apresento a Captian Cornelius.
Desde 2014, esta barca é comandada por Douglas Sieves, e e conta com mais cinco mandriões: Tamiris Batisti, Marquinhos Figueredo, Julio Rizzo, Diogo Marconatto e Doug Theiss, formando um verdadeiro “sexteto sinistro” da farra e da diversão.

Inspirados por grandes bandas do Folk Rock/Metal e Irish Punk como The Dreadnoughts, Flogging Molly, Dropkick Murphys, Korpiklaani e Alestorm, este grupo faz releituras de grandes clássicos do gênero e conta com trabalhos autorais que nos deixam com uma vontade insana de invadir um pub aos berros e beber até cair.

O destaque mesmo vai para o single Barba’s Song.
Canção que não deve em nada aos grandes da cena, e que conta com um grande repertório de instrumentos, entre eles: Bandolim, flauta, violino, acordeon e muito mais.
Estes mandriões são garantia de boa música e muita diversão, e se você procura por bebidas, agitos, e muita festa, a Captain Cornelius é a pedida certa!
Por: Long John Silver

03) Macaco Bong – Blues/Jazz/Stoner/Rock Instrumental – Cuiabá/MT

Se você é aficionado por rock instrumental, deve conhecer o power trio da Macaco Bong.
Se não, para tudo e vem ver o flow e a pegada desses matogrossenses, que há muito, já é considerada um dos maiores expoentes do rock instrumental brasileiro.

Inicialmente o quarteto formado em 2004 por Bruno Kayapy, se transformou no ano seguinte em um power trio.
O grupo já lançou 7 trabalhos entre ep’s e álbuns, e é inacreditável, como a cada lançamento eles conseguem superar o anterior.
Tenho como meu favorito, o trabalho de 2017 Deixa Quieto, uma tradução alternativa para Nevermind do Nirvana.
O álbum na verdade é uma obra repaginada do grupo grunge de Seattle. Uma versão, claro, totalmente Instrumental, alterando os arranjos e dando sua própria roupagem a esta obra icônica.
Para os fãs do Nirvana, uma experiência fantástica, e até quem não curte a banda vai adorar este trabalho.

E como destaque, deixo aqui, a queridinha da minha playlist: Shift.
Swing, flow e pegada. Tudo intercalando na mais perfeita sintonia.
Original.
Fantástica.
Essa é a Macaco Bong. Banda com atitude, e acho que meus vizinhos também vão gostar!
Por: Long John Silver

04) Arcantis – Power Metal/Progressive Metal – Salvador/BA

Existem vários motivos para adorarmos a Bahia, e o melhor deles é a banda Arcantis.
Formada em 2010, levaram 8 anos para lançar seu primeiro álbum, e a maturação levou o tempo certo para acontecer.
O álbum From Ashes to Eternity de 2018 com certeza está entre os 10 melhores álbuns de Power Metal já produzidos nessas terras.
O dueto fantástico dos “Vinícius” nas guitarras (Alvarez e Moraes), a sinfonia equilibrada e às vezes, até contida das teclas de Marcus Menezes, a agressividade do baixo de Daniel Lannini e da bateria de Rafael Amorim, tudo é extremamente profissional, não deixam dúvidas de que estão no mesmo nível dos grandes do cenário mundial.
Não falei ainda do vocal, certo?
Só um minuto!

FANTÁSTICO!
SENSACIONAL!

Sim, é sublime o que a vocalista e advogada Winne Grangeiro nos proporciona neste álbum.
Do tradicional ao lírico, dos falsetes extremamente sensuais, e de sua agressividade contida que por muitas vezes te faz imaginar que dali sairá um gutural.

Fantástico. Fecho os olhos e me imagino nas aventuras épicas mais extravagantes. É uma trilha perfeita.
É absurdamente difícil escolher uma canção, entre tantas para deixar abaixo, mas acabo por escolher Legend of Life.
Erudição, poder, paixão.
Ponto negativo é que o álbum acaba!
Por: Long John Silver

05) Wildhunt – Pagan Metal – Aracaju/Sergipe

E pra fechar esse play, lhes trago uma banda com sangue no olho e faca nos dentes. Wildhunt tem aquele tipo de som que quando você ouve, tem vontade de pegar uma espada e sair cortando tudo o que atravessar o seu caminho.
Com uma pegada Pagan Metal, contamos com passagens extremamente rápidas de guitarra a qual é sagazmente acompanhada pela bateria. Para dar corpo e ambiência, contamos com teclados  e baixo que seguram a onda central das canções, entoadas com vocais ferozes e épicos, que alternam-se entre rasgados e limpos, onde ao ouvir, podemos visualizar a história dos bravos guerreiros que erguem suas espadas em nome da honra. Um verdadeiro som para apreciar com uma bela e grande caneca de cerveja durante o fim de semana.
Por: Sidney Oss Emer

Leitores, tivemos a grata presença do grande Long John Silver, que ainda que não na condição de um redator efetivo d’O SubSolo, passou aqui para deixar o ar da sua graça e nos presentear com seu conhecimento e bom gosto do cenário musical.

Quem quiser conhecê-lo melhor, pode seguí-lo no Facebook ou no Instagram.

Analista de TI, acordeonista e tecladista da banda Isla de la Muerte. Entusiasta de fotografia, já trabalhou para os projetos Vírus Rock e Opus Creat, como redator e fotógrafo em ambas. Não limitado a um subgênero do metal, tem como preferências: folk metal, doom metal, sinfônico, death metal, black metal, heavy metal. Gaúcho de coração, valoriza a cultura tradicionalista gaudéria, a qual inspira suas composições. Interesses globais: Música, ciência, tecnologia e pão de alho.