Formada em 2000, oriunda dos resquícios de um projeto solo do vocalista Shamgar, Slechtvalk nos traz um Black Metal Melódico imersivo e altivo.

Nos primórdios, da carreira, arriscaram a inclusão de vocais líricos, tendo a presença da vocalista Fionnghuala como soprano nos full-length The War That Plagues the Lands (2002) e At the Dawn of War (2005) e o single Thunder of War (2005).

Atualmente a banda é formada por Shamgar nos vocais e guitarra, Ohtar nos vocais e guitarra, Premnath no baixo, Grimboldna bateria e vocal e Hydrith nos teclados.

Sua sonoridade conta com as clássicas guitarras super palhetadas e bateria com pedais duplos incessantes. O baixo e os teclados trazem uma densidade bastante característica para as composições, criando uma atmosfera pesada e obscura e os vocais alternam entre guturais agudos e graves, muito se assemelhando com algumas bandas bastante famosas nas linhas de Death Metal melódico atual, mas o que destaca são os vocais limpos em coro, dando um ar épico às musicas, que dá vontade de pegar uma espada e ir ao encontro dos inimigos para a batalha final.

Com o passar do tempo as letras foram ganhando novas formas, cuja trajetória percorreu sobre reflexões do consciente e inconsciente, questionamentos sobre a existência, crenças, religiosidade até chegarmos a conflitos sangrentos e guerras.



Com uma média de 1 álbum a cada 5 anos, a banda tem a postura de produzir um material “decente” em vez de entrar em uma linha de produção. De todo modo, não há dúvidas que sua carreira passou por várias fases de experimentação, não tendo medo de “testar” novos formatos, sejam nas letras ou nos instrumentais, onde, se pegarmos sua discografia, faremos uma viagem entre o Black Metal pagão até o Death Metal melódico com toques de doom, entre outros gêneros menos presentes.

Discografia:

Falconry – (2000)
The War That Plagues the Lands – (2002)
At the Dawn of War – (2005)
Thunder of War – (2005) (Single)
An Era of Bloodshed – (2009) (Compilado)
A Forlorn Throne – (2010)
Where Wandering Shadows and Mists Collide – (2016)


Na minha opinião, o ápice da banda ocorreu em 2010 com o lançamento de A Forlorn Throne, onde diferentemente dos outros álbuns, conseguimos identificar uma personalidade da banda, em vez de lembrar de outras que tocam o mesmo estilo. Seguindo a lógica dos lançamentos de seus trabalhos, se a pandemia não tiver interferido, talvez tenhamos material novo para 2021. Nos resta aguardar.


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Analista de TI, acordeonista e tecladista da banda Isla de la Muerte. Entusiasta de fotografia, já trabalhou para os projetos Vírus Rock e Opus Creat, como redator e fotógrafo em ambas. Não limitado a um subgênero do metal, tem como preferências: folk metal, doom metal, sinfônico, death metal, black metal, heavy metal. Gaúcho de coração, valoriza a cultura tradicionalista gaudéria, a qual inspira suas composições. Interesses globais: Música, ciência, tecnologia e pão de alho.